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quarta-feira, 28 de abril de 2010

O trabalho do poeta

O trabalho do poeta é esculpir a vida e o sonho,
burilar a palavra.

A palavra rasga e fere e mói e dói,
qual cinzel na mão do artista.

Às vezes, como por acção da água ou do vento,
a palavra soa macia e redonda. Leve. Fresca.
Mas tem dias ou minutos
em que soa amarga, ácida, sepulcral.

Ah! Língua da vida, língua do inferno.
Madura, soltas a verdade que há em ti.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O nosso blogue

O nosso blogue é uma alegria. Não tenho palavras para explicar.
O meu professor do 1º ciclo era fiche mas, este ano, nós estamos separados, o que quer dizer que não nos encontramos. Eu ando numa escola a estudar enquanto ele anda noutra a ensinar.
No primeiro ciclo, ele deixava-nos mexer no computador dele. Portanto, imaginem que professor era: bom, obviamente.
Se eu sei escrever assim é porque me ensinaram e quem me ensinou foi mesmo ele. Até parece que tem poderes especiais.
Como diz o ditado "aprender até morrer".

sábado, 27 de março de 2010

O que é isto, afinal?


os digitais.


Mas que nome bem escolhido, André!

Sim, porque a geração dos rapazes que se propõem fazer este blogue é já tendencialmente imaterial, de cada vez mais reduzido consumo de papel.


Bom...

Vou começar por contar-vos a história que há uns dias atrás se passou.

Sou professor do 1º Ciclo.
No ano passado trabalhei numa escola pequenina, fantástica, aqui bem perto de Famalicão - a EB1 de Abade de Vermoim. Digo fantástica porque nela passei 3 dos anos mais interessantes da minha vida.
Para esse facto talvez tenha contribuído fortemente o facto de, pela primeira vez em 15 anos de trabalho docente, me encontrar colocado por um período tão longo.
Assim, acabei por estabelecer laços que se viriam a revelar bem fortes com diversas pessoas, entre as quais alguns dos meus alunos da turma a que leccionava. Uma turma de 3º e 4º anos, acrescente-se.

Ora, aqui há uns dias recebo um mail de um desses alunos, o André Lopes, a convidar-me para participar num blogue que ia lançar.
Não podia dizer que não, é claro! Mesmo sendo certo que o meu tempo para aqui colaborar e publicar não seja assim tanto, não posso deixar de participar em algo de que também, indirectamente, fui pai, por assim dizer.

Na nossa turma da escola de Abade de Vermoim, tínhamos um blogue - o Blogue Júnior. Este funcionou desde o início como um blogue em que cada um tinha total liberdade para escrever e deixar as suas impressões sobre o que pensava, gostava, sentia, vivia. Os interesses de cada um, em cada momento, foram o centro desse blogue, fossem eles os do professor orientando a divulgação de algumas actividades ou trabalhos, ou os dos alunos, falando sobre o que muito bem lhes apetecesse.
O Blogue Júnior foi uma fonte de transpiração; mas também de inspiração. Deu trabalho aos seus participantes mas deu também imenso gozo e prazer e fomentou ainda o gosto quer pela escrita quer pela leitura.

Acrescente-se que além de mim, o André convidara também já o João Perliteiro e o Nuno Pinheiro, seus actuais colegas de turma no 5º ano (frequentam actualmente uma das turmas do Agrupamento de Escolas Júlio Brandão). Entretanto, falámos pessoalmente e decidimos começar a publicar embora ainda nem se saiba lá muito bem o quê.
Temos aqui uma equipa já completa e pronta a trabalhar. Mas não se sabe em que baliza vai marcar golos. Hehehe!...

Logo se verá. Para já, é preciso arrancar com esta coisa. Para isso aqui fica a presente postagem. Depois, há que arranjar onde estes rapazes escrevam e publiquem pois a internet em casa é coisa que ainda não funciona livremente; e nem sequer na escola, valha a verdade.
Isto de não se nascer rico tem, sem sombra de dúvida, as suas desvantagens; e não me refiro apenas às materiais mas também às culturais.

Vamos lá a escrever!

Longa vida a 'os digitais'.

segunda-feira, 8 de março de 2010